quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eles deseducam

Além de antiéticos, imorais. Assim classificam-se os jornais policiais brasileiros. O Sensacionalismo, o apelo e a banalização da violência espalham medo e de nada contribuem para um debate compromissado sobre questões sociais.
Fotografias de cadáveres, de crianças em situação de risco, de encarcerados, quando não, nomes e endereços completos dos personagens da reportagem, sejam eles vítimas ou agressores. Não existe preocupação ética, ou sequer respeito com os direitos humanos.
Os valores-notícia mais parecem a quantidade de sangue exposto do que o motivo que ocasionou o fato. Nas redações privilegia-se o “que’ e não o “por quê” ou o “como”. Afinal é o espetacular que ainda atrai compradores. Há quem negue dizendo que trata-se apenas de uma estratégia para atrair leitores com baixa escolaridade e poder aquisitivo. Quanto preconceito! Valores de mercado até explicam, mas não justificam tal posicionamento. Os jornais devem chamar atenção e atrair leitores pela qualidade do conteúdo e não pela quantidade de recursos visuais.
Além de ser um ato desumano, foge do compromisso social do jornalista. Se a função é formar opinião, que tipo de opinião está sendo formada com matérias vazias, sem escrúpulos?
No geral, os cadernos policiais apenas deseducam. Uma vez que, não levam a esfera pública um debate compromissado com as questões sobre políticas de segurança. Ao invés de cobrarem melhorias do governo, acabam enobrecendo o ego de bandidos que ao se verem na capa do jornal acreditam ser o “pop star do crime”.
Se acham que bandidos não merecem respeito, devem ao menos preservar a imagem de crianças e adolescentes. Lembrando o que diz o estatuto:
“Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
A violência em cadernos policiais não pode continuar sendo motivo de chacotas, temos como arma a palavra e esta deve ser usada a favor do bem estar social. A mídia de forma alguma pode contribuir de forma imoral, nesse caso é preciso ver os direitos humanos não como um juiz, mas como advogado de defesa de uma causa justa que, também reflete na concretização do papel social da mídia.


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Liberdade de expressão

Alguém me lembrou do livro "Para alem do bem e do mal" daí vieram as célebres frases de Nietzsche, uma das que mais gosto é:

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.” Friedrich Nietzsche

Eu concordo. Vocês concordam?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O "bem" e o "mal" , o "certo" e o "errado", existem?

Segundo o cristianismo sim! já para o candomblé são apenas características. Na minha opinião existem diferenças que recebem adjetivos positivos ou negativos de acordo com o ponto de vista de quem vê.
As religiões são responsáveis pelo fato. No geral criam o conceito de "certo" e "errado" para controlar as ações humanas que por serem tão diferentes geram conflitos. É uma alternativa de unificar comportamentos para que não haja tanta discordância, acaba sendo uma espécie de "freio social".
A pretenção de "não pecar" para se chegar ao céu, como dizem os evangélicos e que consta na bíblia como: é 'correto' aquilo que está de acordo com a vontade de Deus, se assemelha ao ideal Marxista de estabelecer uma sociedade justa e igualitária.
Hoje, quando deveria estar fazendo meu Trabalho de Conclusão de Curso, dediquei meu tempo pensando nisso, nos valores da vida: Isso é "certo" ou "errado"?, no porquê das religiões, e por que elas pregam o certo e errado?!
Ainda não satisfeita, chego a escassa conclusão que mesmo que por um lado pareçam limitadoras, as religiões acabam contribuindo com o bem-estar social, colocando para os fiés que é bonito ser certinho e que Deus recompensa quem é. Dessa forma vai moldando comportamentos, contribuindo na formação do caráter dos seus seguidores e ajudando a transformar esse cenário turbulento chamado planeta terra, que está longe de ser parecido com o tão idealizado "paraíso celestial".
*Segundo o jornalista João Carmo "O dualismo, a divisão do mundo em "bem" e "mal" é uma concepção persa, dos seguidores do zoroastrismo, que acabou por dominar a Grécia e invadir também o judaísmo, passando deste para o cristianismo."