terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coisas de mãe

Até que eu tentei dormir, meu corpo estava cansado e meus olhos pesados demais. Mas do que adianta eu querer se alguém não deixa? E, se esse alguém vive, por enquanto, aqui dentro de mim?!

Cheguei ao quinto mês de gravidez e perdi o sono, literalmente. Essa foi só a primeira vez que ele fez isso comigo, por tanto resolvi contar. Antes tão quitinho o meu pequenino fazia suas travessuras e nem dava para perceber. Agora, está tão forte que até cambalhotinhas aprendeu a dar. Incrível é como não fico irritada... anos atrás só de pensar na situação poderia ter alguma aversão, mas o instinto materno é compreensível e tão adorável que me surpreende a cada dia, ou melhor, a cada noite.

Não consigo fechar os olhos e ignorar, virar e dormir. Mesmo porque nem consigo cumprir tamanha tarefa com a habilidade de antes. Tenho que acariciar a barriga, falar com ele, dar atenção é sempre um gesto de amor. E mãe faz isso espontaneamente.

É quando eu fortaleço a nossa relação. Ele interage comigo, mesmo que ainda, escute os sons externos meio abafados. É preciso cantar, contar histórias ou simplesmente conversar sobre o que o espera aqui fora. Ele parece gostar e estar mais ansioso que eu, assim acredito. Na verdade, estamos nos preparando um para o outro.

Depois de uma noite agitada de muito bate papo e tentativas frustradas de pegar no sono, ainda tive de pular da cama as seis da manhã já que o garotinho aqui estava com fome. E, só depois daquele café reforçado, devorado pela fome e vontade de comer que só grávida tem, só consegui voltar para os meus aposentos e ter o sono merecido de mãe de primeira viegem, as oito da manhã quando o astro rei já estava a postos.

Apesar de parecer incomoda a experiência, está é a melhor fase da minha vida!

Mãe do Sávio

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