segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Como eu parei aqui

Quando criança eu pensava em ser professora. Brincadeira preferida? escolinha. Eu sempre tomava a frente de tudo, com livros e canetas, muitas canetas - na época eu tinha uma coleção - e vontade de passar para os primos aquilo que eu sabia.
Era exigente, responsável, organizada (coisa que hoje não sou) gostava de descobrir novidades. Conhecimento é a palavra. Quanto mais melhor, sempre pensei assim. Minha audácia, ousadia, coragem e curiosidade me impulsionaram para anos além da minha idade. Eu cresci rápido, queria ser independente e conhecer o mundo. Queria ser importante!
Sempre fui péssima em matemática, passava arrastada. Mas, era nas aulas de hisória, português e geografia que eu me dedicava e ostentava o título de aluna nota 10.
Reuni tudo isso, uni o útil ao agradável, e deu nisso: Jornalismo

A arte de contar histórias

Reportagens são nada mais nada menos que contos, histórias, relatos de fatos verídicos.
Existem metodos para a transmissão da informação. Padrões de redação propostos pelos jornalistas mais experientes, masn nada impede o novato no ramo de inovar. Criar seu prórpio estilo. Escrever é uma arte, a arte de juntar palavras, de dar sincronia nas idéias e formar uma sequência de frases que compõe uma ou duas laudas de pura retratação.
Não somos máquinas fotográficas para retratar as coisas exatamente como aconteceram. Cabe a nós não fugir do foco, não distorcer as coisas, primar pela verdade, contar exatamente como aconteceu o fato, sem aumentar, sem omitir, sem privilegiar personagens, ouvir todos os envolvidos. Nosso papel é apenas repassar a notícia.
Não existe receita para aprender a fazer reportagens. Lembre-se é só contar o fato como quem conta uma história. Quanto mais detalhes melhor, torna o relato mais emocionante. É isso que agrada o público. É isso que prende milhares de pessoas em frente a televisão na horas dos telejornais.
Quem quer ser jornalista, precisa antes de tudo ser um contador de histórias!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Virou moda


Com um revólver nas mãos eles são corajosos e destemidos. Não temem polícia, papa, lutador de kung fu, nem cadeia.
São estrategistas, calculistas, planejam golpes milionários. Paracem até que são alunos de pré-vestibular para o inferno.
Mas, se escondem atrás das grades porque são covardes! Usam seres humanos como escudo para chamar atenção e se proteger deles mesmos.
Por falta de dinheiro, por poucas oportunidades e muita inconsequência se especializam cada vez mais no crime.
E, ninguém consegue detê-los.
Quem sofre com isso é a sociedade civil brasileira, que hoje é refém do medo, do mal de perseguição.
Em Belém os assaltos com refém viraram moda. Já estão tão comuns por aqui, que sinceramente, as manchetes de jornais nem me atraem. Todo dia acontece um, em algum lugar dessa cidade.
Não aguento mais fazer esse tipo de reportagem! Quando será que a segurança pública desse país vai intervir?
Uma piada que me contaram na semana passada diz que jornalista é acostumado a espalhar merda. Pode até ser verdade. Só que não somos nós que queremos isso!
Ô Lula, nosso querido companheiro, presidente, tira as nádegas da cadeira! para evitar que mais cidadãos brasileiros morram pelo excesso de violência.
E também, para eu tirar férias dessas ocorrências policiais.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Eles deseducam

Além de antiéticos, imorais. Assim classificam-se os jornais policiais brasileiros. O Sensacionalismo, o apelo e a banalização da violência espalham medo e de nada contribuem para um debate compromissado sobre questões sociais.
Fotografias de cadáveres, de crianças em situação de risco, de encarcerados, quando não, nomes e endereços completos dos personagens da reportagem, sejam eles vítimas ou agressores. Não existe preocupação ética, ou sequer respeito com os direitos humanos.
Os valores-notícia mais parecem a quantidade de sangue exposto do que o motivo que ocasionou o fato. Nas redações privilegia-se o “que’ e não o “por quê” ou o “como”. Afinal é o espetacular que ainda atrai compradores. Há quem negue dizendo que trata-se apenas de uma estratégia para atrair leitores com baixa escolaridade e poder aquisitivo. Quanto preconceito! Valores de mercado até explicam, mas não justificam tal posicionamento. Os jornais devem chamar atenção e atrair leitores pela qualidade do conteúdo e não pela quantidade de recursos visuais.
Além de ser um ato desumano, foge do compromisso social do jornalista. Se a função é formar opinião, que tipo de opinião está sendo formada com matérias vazias, sem escrúpulos?
No geral, os cadernos policiais apenas deseducam. Uma vez que, não levam a esfera pública um debate compromissado com as questões sobre políticas de segurança. Ao invés de cobrarem melhorias do governo, acabam enobrecendo o ego de bandidos que ao se verem na capa do jornal acreditam ser o “pop star do crime”.
Se acham que bandidos não merecem respeito, devem ao menos preservar a imagem de crianças e adolescentes. Lembrando o que diz o estatuto:
“Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
A violência em cadernos policiais não pode continuar sendo motivo de chacotas, temos como arma a palavra e esta deve ser usada a favor do bem estar social. A mídia de forma alguma pode contribuir de forma imoral, nesse caso é preciso ver os direitos humanos não como um juiz, mas como advogado de defesa de uma causa justa que, também reflete na concretização do papel social da mídia.


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Liberdade de expressão

Alguém me lembrou do livro "Para alem do bem e do mal" daí vieram as célebres frases de Nietzsche, uma das que mais gosto é:

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse.” Friedrich Nietzsche

Eu concordo. Vocês concordam?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O "bem" e o "mal" , o "certo" e o "errado", existem?

Segundo o cristianismo sim! já para o candomblé são apenas características. Na minha opinião existem diferenças que recebem adjetivos positivos ou negativos de acordo com o ponto de vista de quem vê.
As religiões são responsáveis pelo fato. No geral criam o conceito de "certo" e "errado" para controlar as ações humanas que por serem tão diferentes geram conflitos. É uma alternativa de unificar comportamentos para que não haja tanta discordância, acaba sendo uma espécie de "freio social".
A pretenção de "não pecar" para se chegar ao céu, como dizem os evangélicos e que consta na bíblia como: é 'correto' aquilo que está de acordo com a vontade de Deus, se assemelha ao ideal Marxista de estabelecer uma sociedade justa e igualitária.
Hoje, quando deveria estar fazendo meu Trabalho de Conclusão de Curso, dediquei meu tempo pensando nisso, nos valores da vida: Isso é "certo" ou "errado"?, no porquê das religiões, e por que elas pregam o certo e errado?!
Ainda não satisfeita, chego a escassa conclusão que mesmo que por um lado pareçam limitadoras, as religiões acabam contribuindo com o bem-estar social, colocando para os fiés que é bonito ser certinho e que Deus recompensa quem é. Dessa forma vai moldando comportamentos, contribuindo na formação do caráter dos seus seguidores e ajudando a transformar esse cenário turbulento chamado planeta terra, que está longe de ser parecido com o tão idealizado "paraíso celestial".
*Segundo o jornalista João Carmo "O dualismo, a divisão do mundo em "bem" e "mal" é uma concepção persa, dos seguidores do zoroastrismo, que acabou por dominar a Grécia e invadir também o judaísmo, passando deste para o cristianismo."