quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Belém 394 anos

Em 394 anos de história Belém foi palco de muitas vitórias no apogeu do ciclo da borracha. A Litlle Paris era sinônimo de beleza e ostentava uma economia de inquietar as bolsas de valores do primeiro mundo.

Mas, do período colonial pra cá muita coisa mudou. A cidade de traços cosmopolitas ganhou aspecto moderno. E a qualidade de vida caiu descontroladamente.

O crescimento acelerado da “cidade das mangueiras” gerou desigualdades, vistas nas redondezas do grande centro. Miséria e analfabetismo viraram recordistas.

Muita gente apareceu querendo mudar essa história, um deles foi o nosso atual prefeito que, mesmo depois de reeleito ainda não conseguir cumprir o dever com o povo.

Acredito que o bem mais precioso da vida seja o tempo. É, o tempo! O que temos ao alcance de nossas mãos se não o presente? O passado já nos escapou pelos dedos e o futuro ainda está além do horizonte.

O tempo urge! E, tempo meus caros?! Tempo é vida. Enquanto o dinheiro público é usado inadequadamente, muitos brasileiros morrem a espera de reformas no sistema único de saúde.

Aqui no Pará, o problema da saúde continua dando injeções de desespero nos paraenses. Nos hospitais públicos falta de tudo um pouco e, de pouco tudo falta! No último ano tenho ouvido muitas reclamações de quem mora em Belém. Gente que perde mãe, irmão, amigo por falta de médicos ou demora no atendimento. Quando ligo a TV as notícias podem até ser diferentes, mas as cenas são sempre aquelas de desespero e abandono. Alguns perdem o controle e clamam pela vida, outros agonizam nos corredores a espera de leito. Ou são atendidos por ali mesmo, pela falta de um local adequado. Quem não tem alternativa, diz que além do sucateamento dos aparelhos para exames de traumatologia, as unidades de saúde estão entregue às baratas.

Problema que foram reconhecidos pelo próprio prefeito no final do ano passado. Para 2010 novas promessas foram feitas, mas até agora o que se vê é a inoperância de quem tem o poder e não sabe usar.

As investigações do Ministério Público do Estado só vieram confirmar as suspeitas de todos. Duciomar precisa ser tirado o quanto antes do poder. E quem afirma não sou eu, mas aqueles que o elegeram. São quase 1 milhão e meio de habitantes e as reclamações são tantas que parecem não ter fim: trânsito, saúde, saneamento, asfalto, educação. A responsabilidade é toda nossa! Só os cidadãos compromissados com o seu dever cívico podem escrever um capítulo menos dramático na história de Santa Maria de Belém do Grão Pará.

Um comentário:

Funfas disse...

que bom que atualizou. gostei do texto, mas tenta diagramar ele melhor no post.

bjao